Segue, segue sempre em frente sem regredir um único passo. Depara-te que o tempo tudo levou e nada ficou restando a presença em falta. Dei-te o mundo porque foste um breve mundo, dou-te um diálogo comum porque é isso mesmo que és: comum. Puxas cada estilhaço do que foi com a mínima esperança de que seja, esquecendo de que não só vai e vem como começa e acaba. Dás por ti num quarto escuro a sufocar por um tudo igual a um tudo outrora presente, a verdade é que nunca foi tudo apenas te levou a esquecer um grande tudo.
SD
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
nota13.
O engraçado de tudo isto é vivenciar as duas partes, estar presente em dois momentos: um momento pelo qual te dás sozinha num só mas completa por um todo, e um único momento em que te dás sozinha num só e sozinha por um todo.
Diferes o presente do passado tentado encontrar as dez diferenças, deparas-te que diferenças notáveis não são somente dez, mas um por inteiro delas. Cada diferença um mero conto, um acrescento para o teu futuro.
Porque o futuro é isto, é o presente que tu crias em redor de um único e só momento.
Diferes o presente do passado tentado encontrar as dez diferenças, deparas-te que diferenças notáveis não são somente dez, mas um por inteiro delas. Cada diferença um mero conto, um acrescento para o teu futuro.
Porque o futuro é isto, é o presente que tu crias em redor de um único e só momento.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
nota12.
Vives com um receio dado por um momento passado, com uma vontade sentida por uma presença marcada. contas o tempo como se fosse hoje, e perguntas-te: foi verdade?
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
nota11.
Queres acreditar que consegues porque assim conseguiste desde o inicio.
Dás um passo em frente e recuas dois, o pensamento assim to possibilita.
Mente aberta, ideais fixos e um pensar “fácil”, mulher é assim mesmo, não facilita. Mulher vê homem onde ele não existe, e estilhaça cada pedaço imperfeito dele mesmo tornando-o no mais pequeno perfeito. Sentes-te uma mulher porque possuis mente aberta, agarras os teus ideais ao máximo, facilitas a perspectiva do complicado … mas acima de tudo? Vês aquilo que mais ninguém vê, no bom e no mau.
Rebocada ao passado e receosa no presente, dolorosa e incapaz. Difícil de agarrar por tão complicada ser e ferida “por um todo”. Questionar torna-se imediato e um pensamento que não ocorre uma segunda vez, age por óbvios sem nunca olhar a meios porque é isto que ela é … óbvia!
No final do dia, deparas-te com a ilusão criada nesta realidade de fachada mas é impossível dar um passo certo, por tudo o que foi e o que já não é … por tudo o que veio, foi e nada deixou senão vastas questões. Cabeça erguida e coração de gelo no exterior, um sentimento que arde e um coração que dói no interior, o querer de um benefício de dúvida, a necessidade de um “tu vales a pena” mesmo já nada valendo a pena por tudo o que fora derrubado. Deparas-te que já não sai um belo texto com palavras bem ditas e um português com sentimento, e tudo por tentativas falhadas que já te derrubaram. Ainda assim, sentes que mereces mais, que precisas de mais e que podes ter mais, apenas nunca foi o dito certo.
Faz tempo que me sinto uma mulher (...)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
nota10.
o mais certo é que nunca deveria ter sido pois assim nunca o deveria ser neste preciso momento. o mais certo seria evitar, assim seria desnecessário tentar o evitar. o mais certo seria fazer o mais certo ou até mesmo nunca ter falhado no certo. o mais certo já foi certo, agora é apenas correcto!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
nota9.
agarras-te a algo que já passou, vives uma vida por metade deixando tudo por inteiro. esqueces o teu sitio e dás o desnecessário ao necessário, adaptas-te a momentos sem noção. achas chegar o razoável quando sentes precisar do máximo e deparas-te que o "por fora" já não chega. chegou a altura ... queres mais, precisas de mais, falta algo de mais e apenas existe um medo e um receio. tentas ultrapassar mas parece cada vez mais ilusão, mais passado ... mas pára (...) estou mesmo aqui.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
nota8.
Era uma história a fazer, não contada nem jogada mas apenas a fazer.
Nunca equilibrado mas sempre arriscado foi assim que a fizemos. Um tanto acentuados eles não deixaram de nos afectar, consumiram e destruíram. A perfeição nunca nos tocou e nunca foi nossa prioridade desempenhá-la, contracenar com ela e fazê-la sobressair-se, não ... desde o inicio, o feito apenas se estipulou perante a frontalidade e respeito, tudo aquilo que por mais que um dicionário descreva ao pormenor não tem como agir e reconhecer ao pormenor.
Eu falhei, tu falhas-te ... apenas te faltou esse mesmo dicionário!
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