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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

nota21.

Olho em mim e sou um pedaço do pouco que ainda há, cada um olha e vê nada mais do que um simples pedaço. Todos os dias para mim são cada dia, conto-os pelas mãos e deixo um pedaço de mim em torno deles.
Sigo por um passado e não corto caminhos, vejo cada pegada na forma de passo de bebé porque foi assim que me ensinei ... guardei cada lição e fiz minha toda a sua questão.
A vida segue e não pára e nós somos apenas meras lições: um dia arriscas, vives, sofres, cais, aprendes e levantas!

nota20.

Sou a tua última chance, por isso joga certo e faz bem correcto.
O tempo passa e a vontade desvanece, ainda assim tudo te ultrapassa e tudo se esquece. Sintoniza bem, outrara foi amor ... hoje é dor! Vê só como eu cresço e apareço e em todo o apego tu não passas de um fácil aqueço.
A verdade é que tudo isto visa a uma lição e nada mais esperes que um simples adeus.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

nota19.

Hoje vou pegar e colocar as melhores roupas, fazer a melhor maquilhagem e desenhar em mim o modelo perfeito. Transformar-me num ideal e sê-lo por breves instantes, colocar em mim tudo aquilo que melhor encaixa, até que lá chegues. Farei questão de estar presente para que vejas, mas não só … irei cruzar-me contigo e dar-te belas palavras, até que te irás deparar não só do que é bonito mas também de como se faz bonito. Chega o momento em que viro costas e sigo caminho, retiro as melhores roupas e a melhor maquilhagem. Continuo no auge, bonita e a sentir-me bonita, sentidos esses tão controversos … a verdade é esta: continuo em pé, já tu lamentas cada momento em que viste o “teu” modelo perfeito escapar-te entre mãos. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

nota18.

O tempo passou e circulou, andou nos seus altos e baixos e fez-nos deparar sempre com a mesma situação. O tempo perdoou e sentiu, deu-se por ele a fazer girar tudo da mesma forma à sua maneira. Ele faz-nos pensar que acabará tal e qual começou, já eu penso que nunca há-de acabar, assim é a vontade de poder pensar que mais tarde assim continuará.

sábado, 12 de novembro de 2011

nota17.

De momento somos nós, como sempre o fomos. Uma questão de tempo e tudo muda, o nosso passado já era e o presente torna-se o "agora", e "rápido" torna-se a melhor palavra que descreve a questão do tempo. Quero mais, quero ser e mais e ter mais, porque no fundo? Eu mereço mais. Não é pelo que foi, não é pelo que é, muito menos pelo que nunca foi e tão menos pelo que já passou, mas sim porque este é o meu presente, o meu “agora”: “rápido” e sem pressas. Se fosse o que sou, sentisse como sinto, pensa-se como penso, visse como vejo...o passado era um grande presente!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

nota16.

Por todos os momentos em que é de livre instinto pegar numa leve lapiseira e começar a ditar tudo o que vai e vem, por tudo o que origina tantas palavras. Por todos os jovens que sentem tanto mas dizem tão pouco, eu escrevo cada texto com cada sentido. Um texto certo, um sentido único, e uma possibilidade garantida de que o lido em cada parágrafo é o certo. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

nota15.

Como Aristóteles afirmava: “ O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são”, e é disto que é feita a nossa ciência, de uma objectividade que nos leva a ser.
Foi a isto que tudo nos levou, a um ponto de chegada, um começo deturpado e uma inquestionável decisão tomada. Foi exactamente isto que se tornou, uma realidade moldada em torno de ti. Pegadas intactas por um passado bastante presente, um momento pelo qual me deparo refugiada por um verbo conjugado em tempos levados. Situo-me num futuro contagiado por um exemplo sentido, um tanto quanto estático em volta de um “nós” já desgastado.
Explosivo e em tudo nocivo, um passado que pisou e em nada ficou.