Existem vários tipos de rapazes mas todos eles iguais. Para começar:
. Os dilemáticos: aqueles que sabem gostar e estar bem, mas não por muito tempo, pelo menos quando surge a vontade de viver o conceito de liberdade. Sabem como se encaixar numa relação duradoura, podem até mesmo nunca ter gostado mas aprendem a gostar, vivem o sentimento por bastante tempo, até que sentem que necessitam de quebrar a rotina visto tudo ser igual de mais, sentem necessidade de juntar o útil ao agradável, a estabilidade à liberdade, não tendo assim a consciência de que “estabilidade” e “liberdade” são duas palavras distintas;
. Os problemáticos: aqueles que gostam, que sentem e querem estar mas não sabem fazê-lo. Grande parte deles sabe como fazê-lo e quer fazê-lo, mas sempre com um pé atrás e com um receio inevitável. Gostam mas preferem calar, querem agir mas preferem guardar, sentem mas preferem pôr de lado, visto que pôr de lado é bem mais simples do que encarar a situação … contudo, esquecem-se que por mais simples que seja, fácil não o é;
. Os grandiosos: aqueles a que bato palmas mas que nos tempos que correm são raros. De inicio, mostram-se inseguros, que apenas querem curtir, sair, viver à grande sem olhar a meios … gostam de aproveitar a vida. No entanto, a certa altura batem com a cabeça e deparam-se com o simples facto de que “gostam”, e ai sim, acordam e vêm que curtir? Não é tudo, há algo mais para além da liberdade … há o “estar”, o “ser”;
. Os fracos: aqueles que sabem o que querem mas não dizem. Olham a tudo o que os rodeia, vão-se pelos “dizes” e não pelo que é. Preferem olhar ao passado e julgar pelo que foi do que viver o presente e orgulharem-se do que é. Simplesmente não arriscam pelos grandes juízos tão típicos, de hoje em dia;
. Os meninos da “noite”: noite ou não, são os típicos “rapazes porcos”. Aqueles que não se vêm a assentar, a estar com alguém, a gostar. Preferem aproveitar, por vezes sem pôr limites. Não olham ao que os rodeia, estão nem aí para quem sente, apenas querem a dita liberdade da maneira mais ruim;
E é assim … tantos tipos, tantos “rapazes”, e no fim? Todos iguais, todos os mesmos!
Todos uns meros meninos com medos e receios, que tanto fogem ao sentir, porque no fundo não sabem lidar com o sentir, o sentir bate-lhes de tal maneira que quando assim acontece, eles mesmos se assustam com a imensidão do sentir.
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